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Na cidade de Caetité
No grande sertão da Bahia
No dia 12 de julho
Anísio Teixeira nascia
Tornando para a educação
Homem de grande valia,
Num sobrado requintado
Sua infância passou
Como queria algo a mais
Dessa cidade mudou
Talvez por ironia
A ela mais tarde voltou
Partiu de Caetité
Com destino a Salvador
No Colégio Antônio Vieira
Logo se matriculou
Convivendo com o Padre
Gonzaga
Ser padre também cogitou
Por não agradar a seu pai
Sua transferencia providenciou
Pois queria vê-lo político
Missão que sempre desejou
E para o curso de direito
Na universidade ingressou
No início do modemismo
O seu curso terminou
De volta a Bahia
Um emprego batalhou
Junto à Góes Calmom
O então governador
Para inspetor de ensino
O governo o convidou
A princípio Anísio não quis
Por não se achar conhecedor
Mas ao ser reiterado
Finalmente ele aceitou
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"A propósito da Escola Única"
Artigo que publicou
Viajando para a Europa
Onde quatro meses ficou
Observando sistemas de ensino
Que a ele muito ajudou
A Lei mil, oitocentos e quarenta e
Seis
De seu projeto transformou
Defendendo educação integral
Ao Governador mostrou
Desenvolvendo qualidades
Intelectuais
Que a todos agradou
Lá nos Estados Unidos
Em sua cultura espelhou
E de volta ao Brasil
Suas impressões publicou
Mas foi nos Estados Unidos
Que se pós-graduou
Por não convencer Vital Batista
Sua proposta realizar
Demite-se da Inspetoria
Ao magistério foi dedicar
Conseguindo em pouco tempo
Um artigo publicar
Por motivos politícos
A Caetité retornou
E na fazenda Gurutuba
Anísio se refugiou
Ficando por algum tempo
Nas terras de onde brotou
No governo Mangabeira
Foi Secretário de Educação
Criando a Escola Parque
Pra preparar cidadãos
Com isso tornou conhecido
O orgulho da Nação
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Sancionada por João Goulart
A Lei que a UnB - criou
Ao lado de Darcy Ribeiro
Seu sonho realizou
Substituindo ao primeiro
Chegou a ser reitor
"Educação não é privilégio"
Livro que Anísio publicou
Quando o Memorial dos bispos
Contra ele se voltou
Apesar do grande conflito
De suas idéias não abdicou
Anísio Teixeira foi
Um grande educador
Comemorando cem anos
Que ao mundo ele chegou
Oxalá, que o povo acorde
E adote o que ele pregou
Até hoje não se sabe
Como sua morte se deu
Se no poço de elevador
Ou por um "amigo" seu
Deixando o povo carente
Chorando o que perdeu
A vida muda o homem...
O homem faz a história
A história de Caetité
Fica sempre na memória
Desse povo tão amável
Que por Anisio ainda chora
No ano do centenário
Que Anísio Teixeira nasceu
Caetité está em festa
Em homenagern a um filho seu
Todos cantam os seus versos
Também quis cantar os meus
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